GS1 Brasil: código de barras, GTIN e como cadastrar seu produto

A GS1 Brasil é a associação sem fins lucrativos que administra no país o padrão global de códigos de barras. É ela que fornece o GTIN (antigo código EAN), o número de 13 dígitos que identifica cada produto de forma única no varejo, e mantém a rede que sincroniza os dados dos produtos entre fabricantes e varejistas.

Ter um GTIN garante que o código do seu produto não se repete em nenhum outro lugar do mundo — o que é exigência da maioria dos varejistas.

GS1 Brasil: código de barras, GTIN e como cadastrar seu produto

O que é o GTIN

O GTIN (Global Trade Item Number) é o número por trás do código de barras impresso na embalagem. Ele identifica o produto no caixa, no estoque e nos sistemas dos parceiros comerciais. A GS1 Brasil licencia os números para as empresas associadas.


GDSN: a rede de sincronização de dados

A GS1 mantém a GDSN (Global Data Synchronization Network), uma rede global que conecta bancos de dados, chamados datapools, para que fornecedores e varejistas compartilhem informações de produtos de forma padronizada e sempre atualizada.

O modelo é de publicação e assinatura: o fornecedor cadastra e publica os dados do produto; o varejista assina para recebê-los.


Como funciona a sincronização, passo a passo

  1. O fornecedor envia os dados do item ao seu datapool de origem.
  2. O datapool registra o item no registro global da GS1.
  3. O varejista envia uma solicitação de assinatura ao seu datapool de destino.
  4. O datapool de destino localiza o item no registro global.
  5. Os datapools de origem e destino sincronizam as informações.
  6. O varejista recebe os dados e confirma se aceita ou rejeita o item.
  7. A confirmação volta ao fornecedor pelo mesmo caminho.

Como a GS1 define as medidas da embalagem

Para cadastrar o produto, é preciso informar altura, largura e profundidade seguindo regras da GS1:

  • Face frontal: o lado de maior área usado para apresentar o produto ao consumidor.
  • Medidas máximas: sempre se mede a maior distância, incluindo tampas, bicos e projeções.
  • Itens de pendurar: medidos como se estivessem pendurados.
  • Embalagens flexíveis: medidas de borda a borda, sobre uma superfície plana.

A GS1 classifica as embalagens flexíveis em grupos, entre eles: flexível sem marcação, formada e selada sem sanfona, Stand Up Pouch, sacos com sanfona e sacos com fundo plano.


Do código de barras ao QR code

A GS1 vem ampliando o padrão para o QR code, que carrega o GTIN e ainda leva o consumidor a informações confiáveis do produto pelo celular. O código de barras tradicional continua na embalagem; o QR code soma informações e vira também uma ferramenta de marketing. Veja em embalagem com QR code.

A Estar Bem Alimentos, em parceria com a Packster, foi pioneira nesse movimento no Brasil, com uma embalagem produzida em tempo recorde graças à agilidade da impressão digital.


Dica para imprimir o código sem erro

Códigos de barras e QR codes precisam de contraste, tamanho mínimo e área livre ao redor para serem lidos no caixa. Posicione-os numa área plana da embalagem, longe de soldas e dobras. As orientações estão em Gabaritos e Fechamento de Arquivo.


Como a Packster ajuda

A Packster imprime códigos de barras e QR codes com alta definição em embalagens flexíveis, e a arte passa por revisão antes da produção. Com várias artes no mesmo pedido, cada SKU pode ter seu próprio GTIN. Veja também rotulagem nutricional.


Perguntas frequentes

O que é a GS1 Brasil?

É a associação sem fins lucrativos que administra no Brasil o padrão global de códigos de barras e identificação de produtos.

É o número global que identifica o produto no código de barras, antigamente chamado de EAN.

De borda a borda, com a embalagem sobre uma superfície plana, sempre considerando a maior distância.

É a rede global da GS1 que conecta bancos de dados de produtos para que fornecedores e varejistas compartilhem informações padronizadas e atualizadas.

Porque garante que o código do produto não se repete em nenhum lugar do mundo, uma exigência da maioria dos varejistas.

Não. O código de barras tradicional continua na embalagem; o QR code no padrão GS1 soma informações e vira ferramenta de marketing.

Com contraste, tamanho mínimo e área livre ao redor, numa área plana, longe de soldas e dobras.

Cada SKU pode ter seu próprio GTIN, e com várias artes no mesmo pedido cada versão sai com o seu código.